Albert Bichot é um nome de peso, talvez um dos maiores da Borgonha! Produzindo vinhos desde o século XIV e sediada em Beaune, eles possuem 100 hectares próprios, de vinhedos em Chablis, Cote de Beaune, Cote de Nuits e Cote Chalonnaise, além de mais de 300 que eles arrendam e controlam. E também mais 100 hectares em um novo projeto na região do Languedoc, sudeste da França. E em todos as regiões, com uma grande preocupação em cultivar uvas orgânicas (a vinícola é certificada) e que o processo seja o mais respeitoso possível com o terroir.

 Uma curiosidade e que segundo Christian Ciamos, diretor da vinícola que esteve aqui no Brasil, é única na Borgonha, é que em cada região da Borgonha e também no Languedoc, eles possuem uma vinícola e uma equipe inteiramente dedicada a vinificar os vinhos daquela região específica, para manter a identidade e estilo de cada vinho.
Num papo delicioso com Christian e com a importadora deles no Brasil, a Wine Brands, regado a alguns dos excelentes vinhos da família Bichot, pude conhecer um pouco mais da vinícola e de seus vinhos.
O primeiro, o Sauvignon Blanc Domaine de Valent 2013, é o vinho branco feito no Languedoc, perto da região de Limoux. Um sauvignon blanc diferente do que estamos acostumandos, sem a intensidade dos chilenos e neo-zelandeses por exemplo. Um vinho com um perfil de frutas mais doces e cítricas do que os verdes que estamos acostumados. R$ 90,10.
O Aligoté 2013 é um vinho bem fácil de beber, fresco, bem mineral – menos que um chablis – e com um toque de pêra também. Um vinho fácil, de uma uva pouquíssimo plantada (a própria Aligoté). R$ 141,75
O Domaine Long-Depaquit Chablis 1er Cru Les Vaucopins 2014 é um vinhaço! Um Chablis como se espera de um Chablis. Muito mineral e também com fruta branca e uma ponta de madeira bem sutil. Fresco, fresco, fresco e com certeza com uma longevidade enorme. R$ 390,00.
O Mercurey Domaine Adélie 2012 é um 100% Pinot Noir (obrigatoriamente pelas leis locais) que tem um bom equilíbrio entre a fruta vermelha, a madeira (12 meses) e um certo toque de ervas. Um vinho de guarda (imagino eu uns 10 anos em alto estilo), mas que está prontíssimo para ser bebido com os seus 5 anos como hoje. R$ 264,40.
O Pommard Clos des Ursulines Monopole 2012 é um caso à parte. Ainda novo, mesmo com 5 anos, é um Borgonha extremamente estruturado e intenso. Diferente da delicadeza dos borgonhas em geral, este vinho tem mais corpo, mais cor e mais taninos e isso mostra que vai durar muitos e muitos anos ainda. Um vinho para se abrir pelo menos 1 hora antes e deixar ele alí quietinho respirando e abrindo. E mesmo depois, ele continuará evoluindo! Um vinho espetacular, maravilhoso! R$ 662,40.
Foi um passeio pela Borgonha. Um passeio por pouco do que ela oferece, mas o suficiente para se encantar ainda mais pela região que os monges alí habitavam e começaram a plantar suas primeiras vinhas. Sábios Monges!

CHEERS!!

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